Da primeira vez, linda, arrebatadora e empolgante,
o coração ardia ao soar do nome;
os encontros eram constantes tornando a saudade ausente;
o desejo de conhecer ainda mais não cabia no peito
e crescia junto com a vontade de firmar um relacionamento sublime.
O assunto era inesgotável e único....
Depois veio a rotina, o comodismo,
o desinteresse e a satisfação com pouco.
Na primeira dificuldade estremeceram as paredes da sólida construção chamada amor.
Os ventos batiam cada vez mais forte e brigas e desentendimentos se tornaram frequentes.
O questionamento era o mesmo, repetido de diferentes maneiras por diferentes razões
"Por quê?"
Ruiu e deixou caos.
Profundo foi, chorando a cada recordação dos velhos tempos.
Viu como estavam longes um do outro.
Por um tempo afastados a saudade fez doer.
Um sempre se interessou em procurar o outro.
Disse que nunca haveria de abandonar,
que estaria por perto quando precisasse.
O outro esnobou, não deu crédito, desconfiou, tentou pouco...
Vieram amigos, família e o prazer de outras paixões.
Ficaram a solidão, a fraqueza, o desespero.
Sabia o que devia fazer, mas era covarde em pedir ajuda.
"Lembra quando sentia o coração arder?"
Timidamente procurou, se chegou devagarinho,
de mansinho pra não mostrar o tamanho de seu desespero em voltar
e ter em seus braços aquele afago gostoso...
Recebeu carinho, um largo sorriso
um EU TE AMO maior que o mundo!
Sentiu paz preenchendo seu pequeno corpinho
Sorriu de verdade pela primeira vez depois de anos
Pediu perdão e se sentiu formiguinha.
Recebeu sem merecer. A gratidão seria eterna.
Como era bom voltar pra casa!
Era melhor que da primeira vez!
Agora mais firme, mais fiel e com um amor ainda maior.
Viu que estava em segurança agora
Nunca mais vai deixar esse amor ruir,
pois sabe que a qualquer momento e em qualquer lugar
tem quem esteja ao seu lado com os braços abertos e carregados de compaixão.
Bastava simplesmente declarar esse amor,
mesmo que baixinho
mesmo que fraquinho
ou como o pensamento, quietinho:
JESUS !
¬ P. Quintão