Agora na madrugada, depois de ouvir as músicas mais bregas e dignas de fossa, e de um bom banho gelado, descobri que não sei o que quero.
Pois é. Logo eu. Cheia de iniciativas, atitudes, com personalidade forte, determinada... logo eu. Mas afinal são apenas 20 anos de experiências bem sucedidas e outras tantas catastróficas. Nesse ponto me sinto consolada pelo evolucionismo darwinista de que um dia chego lá. Por que não eu?
Eu não tenho a menor pretensão de transformar este blog num diário, muito menos escrever bonito pra me redimir de meu último post - com o qual não simpatizei nem um pouco. (Ah! E querem saber? Quem são vocês pra criticarem o que faço?) A descrição já diz: 'tudo o que minha mente pensou e minhas mãos não deixaram de escrever'. Nossos pensamentos são maravilhosamente geniais por sua ausência de sentidos.
Se porventura eu não escrevi tudo o que penso ou sinto (meus sentimentos são racionalizados para que eu possa decifrar em códigos pra vocês, como uma tradução), é porque não encontrei os códigos certos; ficou dentro de mim e só eu sei ler esse meu idioma.
Mas então eu me arrependi mais daquilo que não fiz. Estou sempre atenta a tudo que me rodeia. Tudo menos eu mesma, que coisa né. Aí passa, eu não percebo e já é tarde demais - e não venham me dizer que nunca é tarde! Descobri algo incrível também: eu não quero o que sempre quis quando tenho tudo pra ter. (Entenderam?) Não é menos-valia não, é insegurança e descuido mesmo, dúvida em cima de dúvida e eu acabo perdendo. Sua boba... ah, se arrependimento matasse!
Sabe o famoso (?) "Penso, logo não durmo"? Pois é, como as noites são torturantes pra mim. Pensar é eterno e irritantemente ininterrupto. Posso divagar sobre diversos assuntos o dia inteiro, mas à noite a esperança se finda e bate o desespero. Falei, falei, planejei e não fiz. Ah é, por isso também vire e mexe eu acordo arrependida de uma atitude precipitada da noite anterior. A certeza do dia seguinte recarrega minhas baterias. Quem sabe né?
Já está tarde. Dessa vez eu escrevi muito (primeiro fiz um rascunho e minha mão já está doendo). Dizem que quando a gente desabafa se sente melhor. Humpf! Isto aqui não é nem de longe um divã. Viu, eu disse que não transformaria este espaço num diário... mas quem resistiria?? Disse desde o início que não sabia, não disse? Ainda não sei. Devo estar bêbada de sonhos regados com doses duplas de arrependimentos. E eu já cansei de dizer pra mim mesma e pros outros que viver é desenhar sem borracha... Fala sério, todos já quisemos voltar atrás. Por que não eu?
P.S.: Sim, créditos:
à citação "Só sei que nada sei" - Sócrates;
à música "Por que não eu?" - Leoni;
à citação "Só sei que nada sei" - Sócrates;
à música "Por que não eu?" - Leoni;
aos títulos de comunidade no Orkut: "Penso, logo não durmo" e "Viver é desenhar sem borracha". aham, vocês me acham lá;
(o resto fui eu mesma que pensei).
¬ P. Quintão
¬ P. Quintão

