sábado, 20 de fevereiro de 2010

"Só sei que nada sei"


















  •        Agora na madrugada, depois de ouvir as músicas mais bregas e dignas de fossa, e de um bom banho gelado, descobri que não sei o que quero.
         Pois é. Logo eu. Cheia de iniciativas, atitudes, com personalidade forte, determinada... logo eu. Mas afinal são apenas 20 anos de experiências bem sucedidas e outras tantas catastróficas. Nesse ponto me sinto consolada pelo evolucionismo darwinista de que um dia chego lá. Por que não eu?
           Eu não tenho a menor pretensão de transformar este blog num diário, muito menos escrever bonito pra me redimir de meu último post - com o qual não simpatizei nem um pouco. (Ah! E querem saber? Quem são vocês pra criticarem o que faço?) A descrição já diz: 'tudo o que minha mente pensou e minhas mãos não deixaram de escrever'. Nossos pensamentos são maravilhosamente geniais por sua ausência de sentidos.
            Se porventura eu não escrevi tudo o que penso ou sinto (meus sentimentos são racionalizados para que eu possa decifrar em códigos pra vocês, como uma tradução), é porque não encontrei os códigos certos; ficou dentro de mim e só eu sei ler esse meu idioma.
           Mas então eu me arrependi mais daquilo que não fiz. Estou sempre atenta a tudo que me rodeia. Tudo menos eu mesma, que coisa né. Aí passa, eu não percebo e já é tarde demais - e não venham me dizer que nunca é tarde! Descobri algo incrível também: eu não quero o que sempre quis quando tenho tudo pra ter. (Entenderam?) Não é menos-valia não, é insegurança e descuido mesmo, dúvida em cima de dúvida e eu acabo perdendo. Sua boba... ah, se arrependimento matasse!
           Sabe o famoso (?) "Penso, logo não durmo"? Pois é, como as noites são torturantes pra mim. Pensar é eterno e irritantemente ininterrupto. Posso divagar sobre diversos assuntos o dia inteiro, mas à noite a esperança se finda e bate o desespero. Falei, falei, planejei e não fiz. Ah é, por isso também vire e mexe eu acordo arrependida de uma atitude precipitada da noite anterior. A certeza do dia seguinte recarrega minhas baterias. Quem sabe né?
           Já está tarde. Dessa vez eu escrevi muito (primeiro fiz um rascunho e minha mão já está doendo). Dizem que quando a gente desabafa se sente melhor. Humpf! Isto aqui não é nem de longe um divã. Viu, eu disse que não transformaria este espaço num diário... mas quem resistiria?? Disse desde o início que não sabia, não disse? Ainda não sei. Devo estar bêbada de sonhos regados com doses duplas de arrependimentos. E eu já cansei de dizer pra mim mesma e pros outros que viver é desenhar sem borracha... Fala sério, todos já quisemos voltar atrás. Por que não eu?




    P.S.: Sim, créditos: 
    à citação "Só sei que nada sei" - Sócrates;


    à música "Por que não eu?" - Leoni;

    aos títulos de comunidade no Orkut: "Penso, logo não durmo" e "Viver é desenhar sem borracha". aham, vocês me acham lá;

    (o resto fui eu mesma que pensei).


    ¬ P. Quintão

    quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

    Acerca das minhas verdades

    Não adianta querer impor verdades sobre um coração magoado,
    Uma cabeça fechada, um gênio indomável.
    A verdade absoluta impera entre as nossas verdades inatingíveis.
    E como somos imperadores de nossas vontades
    Convocamos o melhor exército e nos recarregamos com as melhores armas,
    Fazemos os melhores discursos, queremos ser o que não temos...
    Mas vontade é coisa que dá e passa...
    Logo desistimos e vamos à procura de outra verdade.
    Aquela mesmo, nossa, torta e incompleta.
    Aí não adianta nada...
    Mas é tão boa a ilusão!
    Pelo menos até o momento em que você se convence que é real.
    Depois dói demais.
    Mas verdades e vontades são relativamente mutáveis e temporais.
    E não vou me estender quanto ao amor, por exemplo, meu assunto dolorosamente preferido.
    Me estendo quantos as imposições, regras e contrariedades que você me impõem.
    É, você mesmo.
    Lembra da máxima "o inferno são os outros"? Eu concordo discordando, mas enfim...
    Só aí adianta lutar a favor de nossas verdades. Imperadores, lembra?
    Mas o que digo é que sou a favor de que todos imperem.
    Não, o anarquismo pouco me instiga,
    Mas as expressões livres de enunciações e interrogações são tentadoras.
    Uma boa explanação com argumentos estapafúrdios, se bem dirigida e iludida,
    Se torna a verdade mais bela e incontestável.
    Admiro tal capacidade.
    Deter todo relativismo e trancar as brechas da contrariedade.
    Se deixar enganar é ser feliz de mentira.
    Pra ser feliz de verdade, basta deixar coração e mente abertos,
    Não abertos a tudo - aí já é ignorância, 
    Mas ao que está do lado de fora do ilusório sofrimento.
    E então, se alguém souber como faz pra chegar no fim do arco-íris me avisa, ok?


    ¬ P. Quintão

    terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

    sobre a vida do lado de lá da tela
























    ...sei lá...
    pra mim lá fora não ta muito bom não.
    aqui é quase um bálsamo...
    por enquanto, me deixo ficar...


    ¬ P. Quintão