sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Doce retorno




Da primeira vez, linda, arrebatadora e empolgante,
o coração ardia ao soar do nome;
os encontros eram constantes tornando a saudade ausente;
o desejo de conhecer ainda mais não cabia no peito
e crescia junto com a vontade de firmar um relacionamento sublime.
O assunto era inesgotável e único....
Depois veio a rotina, o comodismo, 
o desinteresse e a satisfação com pouco.
Na primeira dificuldade estremeceram as paredes da sólida construção chamada amor.
Os ventos batiam cada vez mais forte e brigas e desentendimentos se tornaram frequentes.
O questionamento era o mesmo, repetido de diferentes maneiras por diferentes razões 
"Por quê?"
Ruiu e deixou caos.
Profundo foi, chorando a cada recordação dos velhos tempos.
Viu como estavam longes um do outro.
Por um tempo afastados a saudade fez doer.
Um sempre se interessou em procurar o outro.
Disse que nunca haveria de abandonar, 
que estaria por perto quando precisasse.
O outro esnobou, não deu crédito, desconfiou, tentou pouco...
Vieram amigos, família e o prazer de outras paixões.
Ficaram a solidão, a fraqueza, o desespero.
Sabia o que devia fazer, mas era covarde em pedir ajuda.
"Lembra quando sentia o coração arder?"
Timidamente procurou, se chegou devagarinho,
de mansinho pra não mostrar o tamanho de seu desespero em voltar 
e ter em seus braços aquele afago gostoso...
Recebeu carinho, um largo sorriso
um EU TE AMO  maior que o mundo!
Sentiu paz preenchendo seu pequeno corpinho
Sorriu de verdade pela primeira vez depois de anos
Pediu perdão e se sentiu formiguinha.
Recebeu sem merecer. A gratidão seria eterna.
Como era bom voltar pra casa!
Era melhor que da primeira vez!
Agora mais firme, mais fiel e com um amor ainda maior.
Viu que estava em segurança agora
Nunca mais vai deixar esse amor ruir,
pois sabe que a qualquer momento e em qualquer lugar
tem quem esteja ao seu lado com os braços abertos e carregados de compaixão.
Bastava simplesmente declarar esse amor, 
mesmo que baixinho
mesmo que fraquinho 
ou como o pensamento, quietinho:


JESUS !


¬ P. Quintão



3 comentários:

  1. Olá moça!
    Gostei muito daqui.
    Voltarei sempre que puder.
    Lindíssimo!
    Beijos.

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  2. E mais um capítulo se insinua... O Amor, como diria certo poeta chileno, é assim: fui solo como un túnel.[...]Pero cae la hora de la venganza, y te amo.[...]Aunque éste sea el último dolor que ella me cuasa, y éstos sean los últimos versos que yo le escribo. Beijos e que a hora da vingança não caia, e gostei. Apenas um detalhe: é muito difícil ler suas postagens, pois o texto se confunde com a cortina. Tente colocar os caracteres em uma cor legível. É quanse impossível ler com nuanças tão próximas. Esclareço: a cor da fonte se confunde com o cenário. Bem sei que não foi muito esclarecedor, mas pense em facilitar meus verdes e míopes olhos.

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  3. Olá, obrigada pelo comentário e pela sugestão, embora eu pelo menos não encontre dificuldades em ler meus posts.. ok, sou eu que escrevo, mas acho fácil ler :p porém, tentarei fazer algumas modificações ;) até !

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