Ouvi a porta rangendo e o corpinho miúdo e castigado pelos anos e angústias se esgueirando porta afora.
A noite tivera sido mais escura que de costume e as lágrimas pesavam mais que sua alma.As olheiras já profundas assumiam um fardo que fora carregado por anos a fio.
Não era necessário dizer nada. Nunca foi. As palavras entram e não fazem sentido nenhum.
Melhor mesmo é um abraço, é enxugar uma lágrima e dar um sorriso de apoio.
Por fim se recostou. Olhou para o relógio e constatou que a vida é isso mesmo, uma passagem; como passam os ponteiros. Comer alguma coisa, quem sabe... não, isso era luxo. Graça seria deixar de sentir aquela dor.
Mas o coração se aliviava... não há mais o que temer, ele estava salvo!A noite tivera sido mais escura que de costume e as lágrimas pesavam mais que sua alma.As olheiras já profundas assumiam um fardo que fora carregado por anos a fio.
Não era necessário dizer nada. Nunca foi. As palavras entram e não fazem sentido nenhum.
Melhor mesmo é um abraço, é enxugar uma lágrima e dar um sorriso de apoio.
Por fim se recostou. Olhou para o relógio e constatou que a vida é isso mesmo, uma passagem; como passam os ponteiros. Comer alguma coisa, quem sabe... não, isso era luxo. Graça seria deixar de sentir aquela dor.
E suspirou agradecida.
¬ P. Quintão

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