Padarias e bancas de jornais ainda madrugam.
Avenidas e ruas ainda sofrem com o trânsito carregado.
Violência ainda assusta.
Trabalhadores ainda lutam para ter salário final do mês.
Casais ainda se separam.
Pais ainda erram com os filhos.
Filhos ainda crescem num mundo cada vez mais intragável.
Sol e Lua ainda comparecem dia após dia, mesmo sob nuvens.
Flor ainda desabrocha na primavera.
Neve ainda cai no inverno.
Geleiras ainda derretem o ano inteiro.
Ciência e tecnologia ainda avançam.
Bancos ainda lucram.
Religiões ainda em guerra.
Chuvas ainda alagam.
Terremotos ainda desabam.
Fome ainda mata.
Ódio ainda cresce.
Amor ainda prevalece.
Ajuda ainda chega.
Solidariedade ainda alivia.
Esperança ainda é a última que morre.
Humanos ainda erram.
Dignos ainda merecem.
E eu ainda romantizo com facilidade.
¬ P. Quintão

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